O ABCD (Automatização de Bibliotecas e Centros de Documentação) é um sistema que integra aplicações para a automatização online das principais funções de bibliotecas e dos centros de documentação. O sistema abarca a criação e administração de bases de dados, catalogação de documentos de uma coleção, importação e exportação de registros, aquisições, empréstimos, estatísticas, controle de publicações seriadas, o catálogo público online e ferramentas administrativas do site, além do módulo avançado de empréstimos.
Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do sistema, foi realizada uma oficina internacional entre os dias 17 e 27 de março, em Bruxelas, na Bélgica, com 23 participantes, entre eles cinco especialistas no desenvolvimento do ABCD, que trabalharam em conjunto na revisão das funcionalidades e da documentação. O encontro antecede a publicação final da primeira versão do sistema prevista para setembro de 2009.
O ABCD é um projeto em software livre e aberto desenvolvido sob a coordenação do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e apoiada pelo VLIR/UOS (Flemish University Development Co-Operation) dentro do projeto Development Of and Capacity Building in ISIS Based Library Automation Systems (Docbiblas).
Os participantes da oficina representaram 16 bibliotecas universitárias e outras instituições acadêmicas da África do Sul, Argentina, Bélgica, Bolívia, Cuba, Equador, Etiópia, Filipinas, Quênia, Moçambique, Peru, Suriname, Tanzânia, Uruguai e Venezuela e instituições associadas ao VLIR/UOS, que co-patrocina o desenvolvimento do ABCD e também da oficina como parte de seu projeto Docbiblas.
A oficina esteve sob a coordenação de Egbert de Smet, líder de Projeto VLIR/USO/Docbiblas. “É importante notar que os participantes não foram selecionados por seu interesse especial ou relação com ISIS. Alguns deles de fato são usuários de ISIS, mas outros são usuários de outros sistemas (comerciais) para bibliotecas”, afirma Smet.
Depois de uma introdução sobre os sistemas ISIS e ABCD, foram apresentados todos os módulos do sistema: a parte central com a administração de bases de dados, catalogação aquisições, empréstimos e módulo de estatísticas, o OPAC e parte do site (com um administrador de sites), o sistema de Controle de Publicações Seriadas e o módulo Avançado de Empréstimos (EmpWeb). Pela primeira vez os módulos Central e Aquisições foram demonstrados por Guilda Ascencio, analista de sistemas e consultora participante da equipe de produção do ABCD, junto com Ernesto Spinak, líder de Produção de Fontes de Informação na BIREME e parte da equipe de desenvolvedores do ABCD.
Também foi apresentado pela primeira vez o módulo Avançado de Empréstimos (introduzindo Web-services, uso de múltiplos servidores, políticas, catálogos e a função MySite), por Emiliano Marmonti, consultor participante da iniciativa.
Como parte da oficina, foram apresentadas a múltipla e abrangente “Família ISIS” e as possibilidades avançadas de administração que oferecem as ferramentas CISIS. “A ideia foi mostrar que os usuários do ABCD não somente receberão um sistema, mas muitíssimas funcionalidades para criar seus portadores scripts de controle qualidade e outros tipos de problemas de administração, tais como técnicas de conversão de registros”, afirma Piet de Keyser, avaliador do VLIR/UOS, da University of Amberes.
Durante a oficina, Alan Hopkinson do UDC-Consortium ofereceu a inclusão do sistema de Classificação Decimal Universal (CDU) como um arquivo de autoridades, para efeitos de realizar provas pilotos (sob licença temporária para o projeto). “Foi observada uma quantidade pequena de problemas de programação (bugs), muitos dos quais foram solucionados durante a mesma oficina, outros serão resolvidos nas etapas seguintes de entregas até chegar à versão 1.0”, comentou Spinak.
As recomendações que os participantes entregaram ao final da oficina se referiram à necessidade de dividir o treinamento em duas partes (uma para bibliotecários, outra para especialistas em Tecnologia da Informação) com algum tempo adicional para, por exemplo, discutir formatos bibliográficos e a linguagem de formatação do ISIS. A recomendação mais forte foi de assegurar novas oportunidades de treinamento em todo o mundo para apoiar o alto interesse que há em implementar o software.
Com este propósito haverá em breve um manual oficial sobre ABCD (O ABC do ABCD) disponível em inglês e depois em espanhol e francês. Além disso estão sendo produzidos tutoriais na Índia mostrando as sequências mais relevantes do uso dos módulos do ABCD com capturas de telas comentadas.
Entre as conclusões principais apontadas no questionário de avaliação da oficina, o evento em geral obteve pontuação significativamente acima da média (3 em 5). O mais importante é que mais da metade dos participantes concordou com as declarações de “recomendar o uso do ABCD”, “o enfoque técnico utilizado é apropriado para as bibliotecas”, além de afirmarem que efetivamente terão planos para usar o software em suas instituições.
A versão do ABCD resultante da oficina foi publicada em abril como versão 0.6 – a primeira versão completa com exceção de algumas funções de reservas de empréstimos, a expectativa é que até setembro de 2009 esteja pronta a versão 1.0 com manuais e tutoriais do sistema.
A BIREME tem publicado todo o acompanhamento do desenvolvimento do sistema WIKI/Trac em um site dedicado para ABCD.
O ABCD (Automatização de Bibliotecas e Centros de Documentação) é um sistema que integra aplicações para a automatização online das principais funções de bibliotecas e de dos centros de documentação. O sistema abarca a criação e administração de bases de dados, catalogação de documentos de uma coleção, importação e exportação de registros, aquisições, empréstimos, estatísticas, controle de publicações seriadas, o catálogo público online e ferramentas administrativas do site, além do módulo avançado de empréstimos.
Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do sistema, foi realizada uma oficina internacional entre os dias 17 e 27 de março de 2009, em Bruxelas, Bélgica, com 23 participantes, entre eles cinco especialistas no desenvolvimento do ABCD, que trabalharam em conjunto na revisão das funcionalidades e da documentação. O encontro antecede a publicação final da primeira versão do sistema prevista para setembro de 2009.
O ABCD é um projeto em software livre e aberto desenvolvido sob a coordenação do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS) e apoiada pelo VLIR/UOS (Flemish University Development Co-Operation) dentro do projeto Development Of and Capacity Building in ISIS Based Library Automation Systems (Docbiblas).
Os participantes da oficina representaram 16 bibliotecas universitárias e outras instituições acadêmicas da África do Sul, Argentina, Bélgica, Bolívia, Cuba, Equador, Etiópia, Filipinas, Quênia, Moçambique, Peru, Suriname, Tanzânia, Uruguai e Venezuela e instituições associadas ao VLIR/UOS, que co-patrocina o desenvolvimento do ABCD e também da oficina como parte de seu projeto Docbiblas.
A oficina esteve sob a coordenação de Egbert de Smet, líder de Projeto VLIR/USO/Docbiblas. “É importante notar que os participantes não foram selecionados por seu interesse especial ou relação com ISIS. Alguns deles de fato são usuários de ISIS, mas outros são usuários de outros sistemas (comerciais) para bibliotecas”, afirma Smet.
Depois de uma introdução sobre os sistemas ISIS e ABCD, foram apresentados todos os módulos do sistema: a parte central com a administração de bases de dados, catalogação aquisições, empréstimos e módulo de estatísticas, o OPAC e parte do site (com um administrador de sites), o sistema de Controle de Publicações Seriadas e o módulo Avançado de Empréstimos (EmpWeb). Pela primeira vez os módulos Central e Aquisições foram demonstrados por Guilda Ascencio, analista de sistemas e consultora participante da equipe de produção do ABCD, junto com Ernesto Spinak, líder de Produção de Fontes de Informação na BIREME e parte da equipe de desenvolvedores do ABCD.
Também foi apresentado pela primeira vez o módulo Avançado de Empréstimos (introduzindo Web-services, uso de múltiplos servidores, políticas, catálogos e a função MySite), por Emiliano Marmonti, consultor participante da iniciativa.
Como parte da oficina, foram apresentadas a múltipla e abrangente “Família ISIS” e as possibilidades avançadas de administração que oferecem as ferramentas CISIS. “A ideia foi mostrar que os usuários do ABCD não somente receberão um sistema, mas muitíssimas funcionalidades para criar seus portadores scripts de controle qualidade e outros tipos de problemas de administração, tais como técnicas de conversão de registros”, afirma Piet de Keyser, avaliador do VLIR/UOS, da University of Amberes.
Durante a oficina, Alan Hopkinson do UDC-Consortium ofereceu a inclusão do sistema de Classificação Decimal Universal (CDU) como um arquivo de autoridades, para efeitos de realizar provas pilotos (sob licença temporária para o projeto). “Foi observada uma quantidade pequena de problemas de programação (bugs), muitos dos quais foram solucionados durante a mesma oficina, outros serão resolvidos nas etapas seguintes de entregas até chegar à versão 1.0”, comentou Spinak.
As recomendações que os participantes entregaram ao final da oficina se referiram à necessidade de dividir o treinamento em duas partes (uma para bibliotecários, outra para especialistas em Tecnologia da Informação) com algum tempo adicional para, por exemplo, discutir formatos bibliográficos e a linguagem de formatação do ISIS. A recomendação mais forte foi de assegurar novas oportunidades de treinamento em todo o mundo para apoiar o alto interesse que há em implementar o software.
Com este propósito haverá em breve um manual oficial sobre ABCD (O ABC do ABCD) disponível em inglês e depois em espanhol e francês. Além disso estão sendo produzidos tutoriais na Índia mostrando as sequências mais relevantes do uso dos módulos do ABCD com capturas de telas comentadas.
Entre as conclusões principais apontadas no questionário de avaliação da oficina, o evento em geral obteve pontuação significativamente acima da média (3 em 5). O mais importante é que mais da metade dos participantes concordou com as declarações de “recomendar o uso do ABCD”, “o enfoque técnico utilizado é apropriado para as bibliotecas”, além de afirmarem que efetivamente terão planos para usar o software em suas instituições.
A versão do ABCD resultante da oficina foi publicada em abril como versão 0.6 – a primeira versão completa com exceção de algumas funções de reservas de empréstimos, a expectativa é que até setembro de 2009 esteja pronta a versão 1.0 com manuais e tutoriais do sistema.
A BIREME tem publicado todo o acompanhamento do desenvolvimento do sistema WIKI/Trac em um site dedicado para ABCD.
“Acreditamos que a oficina foi muito útil e exitosa como experiência para testar o software e os materiais que o acompanham para que sejam usados em muitos outros esforços de treinamento no mundo”, finaliza Spinak.
